<meta name='google-adsense-platform-account' content='ca-host-pub-1556223355139109'/> <meta name='google-adsense-platform-domain' content='blogspot.com'/> <!-- --><style type="text/css">@import url(https://www.blogger.com/static/v1/v-css/navbar/3334278262-classic.css); div.b-mobile {display:none;} </style> </head><body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/platform.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar/6662582461255816258?origin\x3dhttp://sombrasporaqui.blogspot.com', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
Papo de coração furado
Sobre correr e chegar a lugar algum
sábado, setembro 25

   Chamo-me Alice e, tal como a personagem de Lewis Carroll, eu cai em um buraco. O choque foi terrível, inimaginável, impossível de se descrever. Não quebrei nenhum osso nem me apareceram hematomas. O ferimento foi interno. Como diz no popular, meu coração ficou aos pedaços. Levando para o lado científico, perdi meu fornecimento de serotonina, minha droga. Agradeço por existirem metáforas e sentido figurado, caso contrário uma história de amor não passaria de um livro técnico com palavras decifráveis apenas com a ajuda de um dicionário. Afinal, sabemos que o coração nada tem a ver com amor. Voltando ao buraco, foi apenas uma intertextualidade, aproveitando o trocadilho do meu nome. O que na verdade me ocorreu foi que eu perdi alguém, perdi o que eu achava que finalmente tinha encontrado. Devo acrescentar: novamente. Novamente o perdi. Tenho gasto minha vida correndo, procurando desesperadamente esse sentimento levado. Quando o capturo não custo a perdê-lo, sempre que baixo a guarda ele dá um jeito de fugir e eu volto ao ponto de partida, cabisbaixa. É um coelho malvado que sempre parece atrasado e precisa correr e correr. Como se persegui-lo já não fosse difícil o suficiente ainda me aparecem situações estranhas que se portam como barreiras. Se não tomo cuidado, ainda perco a cabeça.