Receita para a solidão
quarta-feira, dezembro 29
Medo
Eu tenho medo. Medo de amar, de me deixar levar. Eu quero, mas recuso. Aproximo, mas afasto. Pode-se dizer que sou um exemplo vivo da contradição. Da indecisão. Por que é tão difícil? Ou melhor, por que eu faço do fácil um monstro de sete cabeças? Não sei, sinceramente, não sei. Talvez eu já tenha amado uma vez, talvez já tenha deixado cegar-me de amores. E talvez eu tenha sofrido. A cicatriz não é visível, mas ela está lá. E queima e dói e machuca. Faz-me ter medo. Mas isso é só uma suposição. Talvez a culpa do meu medo não seja um antigo coração partido. Ou talvez seja. Quem sabe? Só sei que você me deixa nervosa de um jeito que eu não sei lidar. Você absorve minha coragem. Minhas pernas ficam bambas. Eu levo as mãos à cabeça com medo de que ela deixe a realidade.
E no fim do dia cá estou eu, com o celular na mão, uma mensagem escrita, um chamado para a coragem, e uma caixinha de se's.
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