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Papo de coração furado
Dias de chuva
terça-feira, janeiro 11

  
    Ariane gostava de olhar as gotas de chuva seguirem a gravidade enquanto escorriam pelos vidros da janela branca de seu quarto. O aparente silêncio e a leve brisa que levavam seus cabelos castanhos faziam-na cair num mundo que não era aquele. Seu mundo. Um mundo criado de pensamentos, anseios, questionamentos. Ariane mergulhava em seu eu. De súbito sentiu um cheiro que não lhe parecia estranho. Surpreendeu-se. Não poderia ser aquele cheiro. Fechou os olhos no intuito de concentrar-se somente na essência. Uma forma então começou a surgir em meio ao breu. Ela vinha tímida, suave, mas a reação que causou foi dura, dolorosa. Era o perfil de um rosto masculino que a menina conhecia muito bem. Ariane balançou a cabeça, queria afastá-lo. Num outro tempo ela teria o deixado lá, teria até o admirado com amor. Mas esse tempo passara e agora ela enxergava os fatos com nitidez. Estava cansada. Cansada de esperar por coisas que nunca foram feitas, por palavras que nunca foram ditas. Não suportava mais depositar esperanças num poço vazio. Ariane, observando a gota de chuva aproximar-se da superfície da janela, percebia agora que a espera chegara ao fim. O vento cessara, o cabelo voltara à sua imobilidade, a imagem se apagara. Ariane respirou os últimos resquícios de chuva e fechou sua janela branca.